Reeducação alimentar: o que é e como fazer

Publicado: 02/04/2018

A reeducação alimentar consiste em adotar uma série de hábitos mais saudáveis, de uma maneira que novas práticas sejam incorporadas à vida de pessoas que se proponham a segui-la. É uma medida que deve ser adotada de maneira gradativa, já que nenhuma mudança ocorre da noite para o dia. Dessa forma, é preciso paciência e disciplina para mudar seus hábitos alimentares.

As diferenças da reeducação alimentar para as dietas são muitas. Primeiramente, a reeducação não serve somente para auxiliar no emagrecimento, mas também para melhorar a saúde e ajudar a prevenir doenças. As dietas trazem resultados rápidos, mas quando ela termina e você volta a se alimentar como antes, engorda novamente, o conhecido efeito sanfona. Além disso, as dietas costumam ser muito restritivas, assim eleva a chance do indivíduo desistir e pode até levar a algum problema de saúde.

Na reeducação alimentar busca-se comer alimentos muito variados e não quer dizer que ficará sem doces, por exemplo, é uma questão de equilíbrio. Optar por alimentos mais saudáveis e que fazem bem ao organismo, ao invés de ingerir alimentos extremamente gordurosos.

A Quitanda do Bem separou dicas importante para quem busca essa reeducação:

1. Beber dois litros de água por dia – A água não tem calorias e limpa as toxinas do corpo, facilitando sua desintoxicação.

2. Comer de 3 em 3 horas – Esse hábito mantém o nível de glicose no sangue mais estável e diminui a fome, ajudando na concentração na escola e no trabalho, por exemplo. Deve-se consumir uma quantidade menor de alimentos dividida nas seguintes refeições: café da manhã, lanche do meio da manhã, almoço, lanche da tarde, jantar e ceia.

3. Reeducar o paladar – Quando você deixa de comer alimentos industrializados que contêm corantes e intensificastes de sabor, as saladas, sopas e legumes passam a ter mais sabor. Experimente novas receitas e opte sempre pelos integrais. Troque a sobremesa por frutas, pelo menos 2 ao dia

4. Refeições com proteína – As proteínas aceleram o metabolismo, ajudando a queimar mais calorias e diminuem o apetite, evitando a ingestão de carboidratos e gorduras.

5. Substituir óleos de baixa qualidade por gorduras saudáveis – A gordura é muito importante para a produção dos hormônios que nos mantem saudais, por isso seu consumo é importante. Entretanto, ao invés de comer alimentos fritos em óleos e gorduras que fazem mal, prefira manteigas mais saudáveis, óleo de

coco, azeite de oliva e óleo de abacate. As nozes e as amêndoas também são boas fontes de gordura.

6. Elimine bebidas doces e sucos da alimentação – Estudos mostram que nosso cérebro não registra as calorias liquidas da mesma forma que as calorias dos alimentos sólidos. Assim a ingestão de vários litros de refrigerante ou suco não diminuem o apetite, mas as calorias continuam a ser absorvidas. Por isso, de preferência opte apenas pelos sucos naturais de frutas.

7. Evitar cardápios monótonos – Esse tipo de cardápio proporciona os mesmos alimentos e a ingestão dos mesmos nutrientes. Na reeducação alimentar é necessário a variação de ingestão de alimentos.

8. Qualidade e não quantidade – Nesse processo é preciso focar na ingestão de alimentos de qualidade, que fornecem mais nutrientes. É um erro focar apenas na quantidade e nas calorias e esquecer dos nutrientes necessários para o bom funcionamento do organismo.

9. Ajuda profissional – É ideal que o processo seja feito com a orientação de um nutricionista, pois uma recomendação pode ser adequada para uma pessoa e não ser para outra.

10. Doces – São permitidos, mas esporadicamente e em pequena quantidade.

11. Consumir alimentos saudáveis – O açúcar e os carboidratos refinados (farinha branca, por exemplo) são os piores ingredientes da dieta moderna, pois contém poucos nutrientes, poucas fibras e levam a ingestão em maior quantidade. Por isso substitua esses alimentos por mais vegetais, frutas, batata, batata doce, arroz, aveia e quinoa, por exemplo, que são mais saudáveis, diminuem a ingestão e aumentam a absorção de nutrientes.

12. Exercícios - Aliar a atividade física pelo menos 3 vezes por semana.

Voltar